A Gratidão do coração brasileiro!

A Gratidão do coração brasileiro!

Dom, 13 Oct 19 Liturgia

 No dia 13 de outubro de 2019 de modo tão intenso e emocionante, o Brasil se fez presente em Roma, através de tantos rostos, de tantos sorrisos, tantos olhares vindos de diversas culturas e estados, para vivenciar esse momento tão sublime para a Igreja Católica, para a nossa igreja no Brasil, e de modo muito particular para os baianos.

Uma viagem de 9.064 km, de mais ou menos 12 horas de voo, um motivo importante uniu toda essa gente brasileira na cidade eterna, Roma, uma única alegria, e o grande orgulho de vê e ouvir do nosso Papa Francisco, o nome da nossa primeira SANTA brasileira, o nosso anjo bom da Bahia, a nossa querida irmã Dulce.

Nesses tempos difíceis em que o nosso país está vivendo, essa canonização é um grande sinal da presença viva de Deus em nosso meio, e da sua grande fidelidade que não abandona nunca os seus filhos. A nossa Santa irmã Dulce, deixou um grande legado: uma bagagem de tantas coisas boas, tantos exemplos de amor ao próximo, mesmo sendo tão pequena em tamanho, mas tão grande e livre interiormente, seguiu o seu coração, escutou a voz do seu chamado, tinha uma coração bom, mostrou que o amor pode mover montanhas e que se cada um de nós fizermos pequenos gestos de amor e respeito pela vida humana, o mundo pode ser transformado. Irmã Dulce foi e é um exemplo de mulher, de mãe, de cidadã, uma guerreira que lutou sempre pelos pequenos, por aqueles que não tinham nem voz e nem vez na sociedade, lutou pelos menos favorecidos.

E é com o coração grato a Deus que suplicamos a intercessão da nossa Santa Dulce dos pobres que continue a olhar pela Bahia, pelo Brasil, pelo seu povo.

Papa Francisco em sua homilia no dia da canonização nos deixou três verbos retirados do Evangelho de Domingo (Lc 17, 11-19), Invocar, caminhar, agradecer. “Hoje, agradecemos ao Senhor pelos novos Santos, que caminharam na fé e agora invocamos como intercessores. Três deles são freiras e mostram-nos que a vida religiosa é um caminho de amor nas periferias existenciais do mundo. Peçamos para sermos assim, «luzes gentis» no meio das trevas do mundo”.

Disse ainda “que a fé aumenta com o doar-se e com os riscos” e isso irmã Dulce entendeu e viveu muito bem. Mulher de tanta fé que invocava Deus, os anjos, e Santo Antônio de modo particular, que caminhou com os mais pobres por uma vida melhor, que foi luz para tantos que viviam em meio as trevas das dores, da indiferença, da marginalização, do esquecimento, irmã Dulce soube louvar a Deus por cada vitória conquistada, por cada dignidade pessoa restruturada, porque via Deus nos olhos dos que estavam perto dela. Salve irmã Dulce do Amor!