II Domingo do Advento

II Domingo do Advento

Jue, 02 Dic 21 Lectio Divina - Año C

“Povo de Sião, o Senhor vem para salvar as nações! E, na alegria do vosso coração, soará majestosa a sua voz.” (Ant. de entrada)

Queridos irmãos e irmãs, há uma semana iniciávamos um novo ano litúrgico e, com ele, renascem em nossos corações o desejo e a esperança de crescermos no conhecimento da pessoa de Jesus. O tempo do Advento, caracterizado pela expectativa e vigilância, visa nos preparar para celebrar a vinda do Senhor e, por isso, deve gerar em nós atitudes interiores que nos conduzam a tão grande experiência.

Sabemos que os dois primeiros domingos do advento nos inserem na dinâmica da segunda vinda do Senhor (Advento escatológico), por essa razão a liturgia nos adverte sobre a necessidade da conversão, da mudança de vida, “para que sua chegada nos encontre vigilantes na oração e celebrando os seus louvores” (Prefácio do Advento II).

Neste sentido, a 1ª leitura deste domingo (Br 5,1-9) apresenta o Profeta Baruc motivando seus compatriotas a abandonarem a tristeza e se revestirem da glória de Deus, pois o Senhor perdoou suas faltas e deseja reconduzi-los à vida, simbolizada no regresso do exílio. Esta palavra nos faz pensar quais cadeias nos prendem e nos impedem de acolher o Senhor e, ao mesmo tempo, revela a presença constante de Deus em nosso meio, sempre atento às nossas necessidades.

No Evangelho (Lc 3.1-6), Lucas apresenta a figura de João Batista como uma voz que clama no deserto, exortando os homens e mulheres a se prepararem para a chegada do Salvador. Esta mesma palavra, hoje, é dirigida a cada um de nós: “Preparai o caminho do Senhor, endireitai suas veredas!” (v. 4). Meus irmãos, o nosso ser cristão passa justamente por esta constante experiência de abrir os caminhos para que o Senhor venha ao nosso encontro, mas também de conduzi-lo aos nossos semelhantes.

A experiência da conversão é o centro da liturgia deste domingo, e conversão exige mudança, movimento, é colocar-se a caminho. É permitir que o Senhor faça novas todas coisas - nossa mentalidade, nossa consciência, nossas atitudes - confiando que “aquele que começou em vós uma boa obra, há de leva-la à perfeição” (Fl 4, 6). Neste caminho, porém, é preciso esvaziamento e disponibilidade radical. É preciso ir ao deserto, onde Deus nos fala para percebermos quais caminhos precisam ser corrigidos.

O advento, meus irmãos e irmãs, é um apelo a reorientar nossas vidas para Deus, a cultivar em nós os sentimentos e atitudes de Jesus, para que, ao celebrarmos sua vinda, possamos dizer com o salmista: “Maravilhas fez conosco o Senhor, exultemos de alegria!”.

                                                                                                                                      Seminarista Rafael Nascimento Freitas Oliveira- Diocese de Ruy Barbosa